Os rachas são frequentes na Av.Agamenon Magalhães (Foto: Divulgação)

Não é só nos grandes centros urbanos que a prática de rachas de carros e motos é frequente. Em Caruaru, essa prática chega a ser comum na Avenida Agamenon Magalhães,  principal via de acesso ao centro da cidade, sendo o mais importante corredor de concentração comercial, médico e gastronômico do município, local de aglomeração de consumidores e turistas que visitam a cidade. Conhecida pelos caruaruenses apenas como a “avenida”, a Agamenon Magalhães se torna uma ameaça para motoristas e pedestres, principalmente, durante à noite e madrugada.

 O local se transforma em uma verdadeira pista de corrida, onde os chamados “rachas” são praticados sem o menor problema, e com muita frequência. Infelizmente, apesar de toda a conscientização, que a própria mídia nacional tem feito em relação aos acidentes automobilísticos, que fazem milhares de vítimas no trânsito, os aprendizes de direção não se sentem sensibilizados pelos riscos da direção perigosa.

Não é raro testemunhar verdadeiros “pegas” na Avenida. São “motoristas” com um perfil bem definido: jovens, muitas vezes menores de idade, que aproveitam a madrugada e o pouco fluxo de veículos no local, para de forma irresponsável colocar em risco a própria vida e também a de pessoas inocentes que tráfegam ao longo da Agamenon.

As aparições dos aprendizes de motoristas são constantes. Basta algumas horas nos bares e restaurantes para testemunhar arrancadas de motos e carros, rasgadas de pneus, cavalos de pau, e outras demonstrações de irresponsabilidade por parte dos praticantes. Além de risco constante de acidentes, tal prática provoca irritações aos donos de bares, restaurantes e frequentadores da “‘avenida”‘. A poluição sonora provocada pela ”brincadeira” ainda causa transtornos aos moradores das proximidades.

Apesar das blitz realizadas pela Polícia de Trânsito, os praticantes dos rachas não se sentem inibidos em continuar “as apresentações”. Resta esclarecer a esses “projetos mal acabados” de pilotos que a via é pública e que os direitos do cidadão devem ser respeitados, sem constrangimentos ou riscos para todos.

Por outro lado, falta educação doméstica para sensibilizar esses jovens de que o veículo pode se tornar uma arma perigosa nas mãos de pessoas irresponsáveis e inconsequentes. De outra forma, poderíamos ter um nível de conscientização que começa em casa. Aí sim, poderíamos trafegar na nossa Avenida Agamenon Magalhães, sem medo e com mais segurança.

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