Nordeste: a região está cada vez mais dividida entre estados ricos X pobres (Imagem: newpsi.bvs-psi.org.br)

Pernambuco continua na rota do crescimento no Nordeste. Em conjunto com o Ceará e a Bahia, o estado aparece com níveis de crescimento que empolgam os gestores e empreendedores, atraídos pelo rápido desenvolvimento da região. Ao contrário dos vizinhos, Paraíba e Rio Grande do Norte, que aparecem com baixos níveis de desenvolvimento e com as receitas super comprometidas com pagamento da folha de pessoal, tal fato gera desmotivação e afasta os possíveis investidores que chegam à região e acabam aportando na parte rica do Nordeste.

Há quem defenda que é clara a separação, considerando aspectos econômicos dentro da região, dividida entre estados pobres como Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Piauí, Sergipe e Maranhão e os estados ricos como Pernambuco, Bahia e Ceará. Infelizmente, a desigualdade vai além da arrecadação de tributos e repassem do governo federal e atinge em cheio as classes menos favorecidas que se encontram abaixo da linha da pobreza, com renda mensal de R$ 70, e que não ver perspectivas de melhoria, uma vez que os estados mais pobres não conseguem gerar emprego e, consequentemente, melhorar a renda da população que sobrevive à custa dos programas sociais.

De outro modo, o serviço público nos estados mais pobres acaba sendo a principal fonte de emprego para a população, desprovida de oportunidades pela falta de investimentos externos nas áreas da indústria, comércio e serviço. Na Paraíba, por exemplo, 52,8% da receita corrente líquida está comprometida com o salários dos servidores do Executivo, acima até do teto de 49%, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em Pernambuco, o comprometimento da receita com pagamento da folha de pessoal  está em 42,4%, sendo o sexto estado da região com o menor comprometimento da receita.O Estado está entre as maiores economias da região. Pernambuco pretende repetir neste ano o investimento de R$ 2,5 bilhões feito em 2010. De acordo com o último balanço regional do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Nordeste, os três estados mais ricos iriam concentrar 56,5% do total de investimentos previstos para a região, algo em torno de R$ 328 bilhões. Já Sergipe, Piauí e Alagoas – os três mais pobres –, receberiam 14,4%.

Os primos ricos correm atrás de investimentos que possam proporcionar maior crescimento e renda para a população, enquanto que os estados pobres buscam na arrecadação interna e na receita oriundas do governo federal administrar situações que não os levam a um efetivo crescimento. Na maioria das vezes, a população vive do empreguismo, na sombra do governo. Até quando?

Deixe seu comentário