Facebook como ferramenta de articulação e mobilização popular (Imagem: Divulgação)

As redes sociais têm se apresentado como eficientes ferramentas para mobilização popular na organização de atos públicos e de disseminação da informação. A exemplo do que aconteceu no último dia 7 de setembro em Brasília, onde uma grande marcha popular contra a Corrupção foi organizada através do Facebook, uma nova mobilização com o mesmo propósito  está sendo articulada por meio da rede social e deverá acontecer em outubro. O fenômeno da auto comunicação tem propostas de mobilização em vários aspectos do campo social, que dispensa a presença de intermediários políticos, seja de partidos, do próprio político ou de entidades de caráter político.

Os estudiosos já falam que tal fenômeno desencadeado através das redes sociais com ações voluntárias partindo de iniciativas da própria população é, sem dúvida, uma demonstração de cidadania e, ao mesmo tempo, de descrédito das instituições político-partidárias, onde tais intervenções no sentido de mobilizar a população são totalmente dispensadas.

Nos debates que se desenrolam sobre o assunto, cientistas políticos afirmam que tal fenômeno de mobilização através das redes sociais não é exclusivo do Brasil, mas do mundo globalizado que utiliza a internet para difundir informações. Um exemplo disso são as imagens produzidas por câmeras de aparelhos de celular nos confrontos da Líbia que derrubaram o ditador Muamar Kadafi e que tiveram vasta utilização na mídia mundial. Mesmo quando o crédito à veracidade das imagens era colocado em dúvida, as imagens foram  utilizadas repetidas vezes pelos telejornais de todas as emissoras.

Se a intenção de mobilizar a população sobre questões que causam indignação popular consegue fazer tal articulação, já desacreditada pela população, aparece isolada das manifestações que, até então, surgiam da base dos partidos e das entidades como UNE, Centrais Sindicais, MST entre outras. É provável que ações dessas entidades só consigam atrair a atenção e o interesse dos envolvidos diretamente e não refletem a vontade, o desejo e os anseios populares.

O avanço tecnológico e o acesso à informação têm, sem dúvida, aproximado as pessoas que emitem opiniões convergentes. O repúdio a ações dos políticos e condutas partidárias tem sido alvo dos internautas que utilizam a ferramenta para externar opiniões. Também é fato que os próprios políticos sabem tirar proveito desta ferramenta, um exemplo disso foi a eleição de Barack Obama, um dos primeiros políticos no mundo a inserir a rede de relacionamento como ferramenta de campanha.

Saber se comunicar por tais recursos é garantir dentro deste universo, a participação de pessoas comuns que se identificam com o discurso postado e que reagem de Tal reação é bastante positiva quando serve de termômetro para mandar recados aos maus políticos, que se enganam quando acham que o povo está alheio aos desmandos oriundos dos corredores de Brasília.

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