
Com a nova lei o motorista infrator pode ser considerado culpado apenas com testemunhos de terceiros. (Imagem: amargosanoticias.com)
As alterações na lei a torna mais rigorosa com os motoristas que insistem em ingerir álcool e dirigir. As mudanças já levaram a imprensa a chamar a Lei Seca de Tolerância Zero, pois, a partir de sancionada, não será mais permitido qualquer grau de teor alcoólico em motoristas flagrados em blitz ou que se envolvam em acidentes.
Com a lei, o motorista pode ser considerado culpado em casos de acidentes mesmo que ele se negue a fazer o teste do bafômetro, mas passará a valer como provas de embriaguez imagens de câmeras e testemunhos de pessoas presentes ao local do acidente.
De acordo com o texto aprovado, é crime dirigir sob efeito de qualquer nível de álcool. Para o Supremo Tribunal Federal, beber e dirigir é crime, mesmo quando não há dano a terceiros. Atualmente, a lei considera crime dirigir com mais de seis decigramas de álcool por litro de sangue, quantidade atingida com o consumo de cerca de uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Valores entre zero e seis decigramas são punidos com multa e suspensão de carteira
A proposta também inova ao permitir como comprovação da embriaguez testemunhos, imagens, vídeos e outras provas. O Superior Tribunal de Justiça entendeu em 2010 que o bafômetro não era obrigatório porque o motorista não precisava produzir prova contra si mesmo.
Quem for flagrado dirigindo tendo bebido álcool fica sujeito a pena de seis meses a três anos de prisão, além de multa e suspensão da carteira. A punição varia. A mais severa é de até 16 anos de prisão para quem dirigir bêbado e matar.
As autoridades esperam que, com a aprovação da nova Lei Seca, o número de acidentes de trânsito provocado por motoristas embriagados reduza em todo o país. Em estados pequenos como a Paraíba, por exemplo, apenas este ano quase 900 pessoas morreram vitimas de acidentes provocados pelo o uso de álcool por parte dos motoristas.
O que se espera com o novo rigor da lei é que os motoristas passem a temer as penalidades e se sensibilizem para atender aos apelos das autoridades de trânsito, ao mesmo tempo em que evitem dirigir e provocar acidentes que muitas vezes provocam vitimas fatais. Os exemplos vêm de todas as partes do país. São milhares de jovens que, de forma inconsequente, colocam a vida de pessoas inocentes em risco quando não provocam a própria morte. Uma pena!